quinta-feira, 21 de maio de 2009

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Aprendizagem de escrita de língua de sinais pelo sistema SignWriting : língua de sinais no papel e no computador
Stumpf, Marianne Rossi
Location: http://hdl.handle.net/10183/5429
000515254


Esta tese trata de como o sistema SignWriting pode servir de suporte a uma nova proposta pedagógica ao ensino da escrita de língua de sinais e letramento para crianças surdas usuárias da Língua Brasileira de Sinais - Libras e da Língua de Sinais Francesa - LSF. Escrever deve ser uma atividade significativa para a criança. No caso da criança surda, a escrita fundamenta-se em sua competência na língua de sinais, sem precisar da intermediação da língua oral. A criança surda, quando em um ambiente onde ela e seus colegas se comunicam em língua de sinais, efetivamente tenta escrever sinais, quando é incentivada a fazê-lo. Em nossos experimentos, usamos o sistema SignWriting para mostrar ás crianças surdas (e a seus pais e professores) como escrever textos em línguas de sinais de ambas as formas: manuscrita e impressa, usando o programa Sign Writer para editar textos em línguas de sinais. A base teórica que apóia a tese é a abordagem bilíngüe para a educação de surdos, a língua de sinais, a teoria de Piaget, e de Ferreiro quando trata das etapas da alfabetização em língua oral. Esta investigação possui um caráter exploratório, em que o delineamento metodológico é dado pela pesquisa-ação. O primeiro estudo apresenta um levantamento do processo de aquisição da escrita de sinais, em sua forma manuscrita, pela criança e jovem surdo no Brasil e na França. O segundo estudo trata da ajuda que a informática pode dar a essa aquisição e de como utilizamos os softwares de escrita de língua de sinais em aulas de introdução ao uso do computador e em transcrições da LSF de corpus vídeo para a escrita de língua de sinais. Os resultados sugerem que as crianças evoluem em sua escrita, pois muitos signos que elas escreveram não foram sugeridos pela experimentadora, nem por outro meio, mas surgiram espontaneamente. A introdução de um software como o Sign Writer ou o SW-Edit nas classes para introduzir as TI traz a essas aulas muito maior interesse do que quando usamos um editor de textos na língua oral. Também as produções das crianças são mais sofisticadas. As conclusões indicam que a escrita de língua de sinais incorporada à educação das crianças surdas pode significar um avanço significativo na consolidação de uma educação realmente bilíngüe, na evolução das línguas de sinais e aponta para a possibilidade de novas abordagens ao ensino da língua oral como segunda língua.

O professor deve estar atento para:

• A redação do surdo, deve estar relacionada as sua dificuldades na compreensão da língua portuguesa;
• Pouca leitura e em conseqüência um vocabulário pobre, não entende as palavras, pois, não possui conceitos;
• Oferecer, durante a avaliação, dicionário, calculadora e intérprete, se for possível;
• Nos conteúdos a serem avaliados, tentar ser mais sucinto, usar ilustrações, e questões objetivas;
• Observar se expressa seqüência lógica de pensamento e coerência no raciocínio;
O professor não deve supervalorizar os erros de estrutura, da língua portuguesa.

Só o desempenho lingüístico, não mede a aprendizagem efetivamente.

A inclusão do aluno surdo, nos impõe um grande desafio, pois, é muito difícil seu acesso aos conteúdos curriculares, de forma igualitária aos ouvintes.

Já existe em centros maiores escolas para surdos, com currículo adaptado, professor bilíngüe e professor interprete, mas ainda estamos longe desse ideal.
Contamos apenas com Projetos Pedagógicos, que levem em conta a presença do surdo em sala de aula e que dêem respostas adequadas as suas necessidades educacionais.

AVALIAÇÃO

A avaliação deve ser sempre diagnóstica, permitindo detectar os geradores do fracasso escolar, para isso é necessário cuidado na elaboração e aplicação. Os conteúdos devem ser adequados as diferenças, no caso do aluno surdo não se pode considerar somente o desempenho lingüístico e esse no seu desempenho acadêmico, tendo em vista sua perda auditiva

Perspectiva pedagógica da Surdez

Além da Língua de Sinais existem diferente formas de comunicação, que utilizam códigos visuais e que o professor poderá utilizar em sala de aula, que são:

• Alfabeto Manual;
• Mímicas;
• Recursos Visuais ( desenhos, ilustrações, fotos );
• Recursos tecnológicos ( retro projetor, DVD, vídeos e outros );
• Língua Portuguesa Escrita;
• Língua Portuguesa oral ( leitura labial ).

A Leitura Labial mesmo sendo uma alternativa eficaz, se faz necessário que o surdo tenha uma completa compreensão da Língua Portuguesa, pois, a dificuldade de leitura dos fonemas ou a rapidez da fala, dificultam o entendimento do conteúdo.

No Brasil a maioria dos surdos são monolingües ( só oraliza ou só faz uso da Língua de Sinais ), devido ao preconceito de pensar que se usar a língua de sinais, não pode oralizar.
No entanto devemos oferecer uma educação bilíngüe - Língua Portuguesa e
Língua de Sinais
Toda aprendizagem é mediada pela linguagem e será muito melhor sucedida se a língua usada for compartilhada inteiramente em seus usos e funções sociais.

Tipos de Apoio oferecido:

• Professor de apoio fixo;

• Professor itinerante;

• Professor intérprete;

• Sala de Recursos;

• Equipe multidisciplinar;

• Escolas Especiais

O Papel do Professor na Educação do Surdo

Sabemos que o Sistema Educacional não está preparado para lidar com as diferenças socioculturais, presentes na escola. Devemos construir um Projeto pedagógico que se comprometa em mudar essa realidade, onde o currículo seja flexível, que faça do convívio com as diferenças, um exercício cotidiano, que respeite a aprendizagem, nos diferentes ritmos e com uma avaliação que envolva alunos e professores com o conhecimento a ser apreendido.

A FAMÍLIA

Uma criança surda , filha de pais ouvintes terá muita dificuldade na aquisição da sua língua, pois, além de seu impedimento auditivo, também seus pais, em geral, não sabem a língua de sinais.
A família do surdo exerce um papel decisivo em sua educação e a realidade nos mostra a total falta de comunicação entre o surdo e seus familiares, o que diminui as possibilidades de interação.
A família tem o papel de impulsionar o convívio social, levando a independência e mostrando suas potencialidades a desenvolver, podendo interagir socialmente.

LÍNGUA DE SINAIS

Linguagem Oral - modalidade auditiva – Oral
Língua de Sinais - modalidade visual – espacial

Em 1960, Willian Stokol, nos Estados Unidos, demonstrou que a língua de sinais é uma língua igual as demais línguas orais.

Através da Língua de Sinais podemos expressar pensamentos mais complexos, idéias mais abstratas e emoções mais profundas, adequadas para transmitir informações e ensinar.


A língua de Sinais é vista e não ouvida, mas possibilita a comunicação com ouvintes.
Ainda não forma um Sistema Lingüístico Universal, em cada pais, a Comunidade Surda tem sua própria língua.
No Brasil é denominada Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS.
A língua de sinais é uma língua com estruturas internas, podendo ser utilizada em todo processo educacional. Vem se expandindo em todo o mundo e sua utilização ajuda na construção da aprendizagem do sujeito surdo, se assemelhando a aquisição da linguagem oral dos ouvintes.


Todo Projeto Pedagógico de uma escola inclusiva, para ter qualidade, deve ter a língua de sinais, como ponto importante e surdos adultos como interlocutores do processo de aquisição da linguagem.

Surdez na perspectiva Pedagógica e Social

Surge, tendo em vista o fracasso do modelo oralista, a partir da valorização da pluralidade cultural, no convívio social e vendo a necessidade de reconhecer o potencial de cada ser humano, estabelecendo relações sociais justas e igualitárias.

A Surdez Perspectiva Clinico Terapêutica

Considerava surdo o individuo onde a audição não era funcional na vida comum, e parcialmente surdo aquele cuja audição mesmo deficiente, era funcional, com ou sem prótese.

A escola era vista como um local onde o surdo deveria iniciar bem cedo, para que treinado, se aproximasse o máximo da normalidade.
Com o domínio da linguagem oral teria maior integração social, pois, é a forma de comunicação comum a todos.
Sua aprendizagem estava subordinada a linguagem oral.
Mais de um século desse modelo como prática educacional para o surdo e o resultado foi um grande fracasso, onde uma minoria conseguiu alguma forma de comunicação e a maioria foi excluída do processo educacional, permanecendo em classes especiais.

O oralismo puro do modelo Clinico Terapêutico levou ao surgimento de uma geração que fracassou no seu desenvolvimento lingüístico, emocional, acadêmico e social.

Histórico da Educação do Surdo

Filosofo Sócrates diz:


“ Se não tivéssemos voz nem língua, mas apesar disso desejássemos manifestar coisas uns para os outros, não deveríamos, como as pessoas que hoje são mudas, nos empenhar em indicar o significado pelas mãos, cabeça e outras partes do corpo?”

Aristóteles

Acreditava que quando não se falavam, conseqüentemente não possuíam linguagem e tampouco pensamento.
Considerava o Surdo como não competente, incapaz, um ser sem pensamento.

Antes do século XIX – surdos tinham papéis significativos – sua educação realizava-se por meio da Língua de Sinais com professores surdos.
No entanto estudiosos da época, na sua maioria ouvintes, acreditavam que deveria ser priorizada a linguagem oral.

O Oralismo, que acreditavam ser a melhor forma de comunicação do surdo, ficou decretado através do Congresso Mundial de Professores Surdos, em 1880. Foi proibido a Língua de Sinais e desde essa época o surdo foi obrigado a comportar-se como ouvinte, trazendo séria conseqüências sociais e educacionais negativas.

Sistematizou-se a Educação do Surdo em dois modelos:

PROJETO DE EDUCAÇÃO PARA CRIANÇAS SURDAS

Projeto de educação com crianças surdas vira documentário
O uso da Internet no aprendizado de crianças surdas chamou a atenção de uma equipe de TV, que veio até Irati captar imagens para uma série de 32 mini-documentários

Irati – Uma equipe da TV Paulo Freire, canal digital de educação do governo estadual, esteve na cidade nos dias 2 e 3 dezembro para registrar o trabalho desenvolvido pelo professor de educação especial inclusiva Dimas de Lara Freitas. Dimas, com o auxilio de sua filha, Elis Regina Freitas Fiorentim, iniciou no primeiro semestre desse ano um projeto chamado “A Informática na Aprendizagem de Crianças Portadoras de Necessidades Educativas Especiais na Área da Surdez”.
A idéia consiste na aplicação da tecnologia na aprendizagem de seis alunos surdos que freqüentam o ensino regular. São alunos da 3ª até a 6ª série e estudam no CAE (Centro de Atendimento Especializado em Surdez), que funciona anexo à Escola Municipal Pequeno Duque. A filha de Dimas está se formando em Sistemas de Informação e teve a iniciativa de elaborar um site (www.sinaisweb.com.br), como requisito para seu trabalho de conclusão de curso (TCC), que está sendo aplicado no desenvolvimento da capacidade de retenção de aprendizagem desses alunos.
“Nós tivemos a idéia de desenvolvê-lo nesse ano de 2008, porque o surdo aprende bastante no contexto, observando e através do visual. O canal visual é muito importante para sua aprendizagem”, explica o professor. Segundo o idealizador do projeto, para aplicá-lo contou com a colaboração da direção do Colégio Estadual Duque de Caxias para o uso do laboratório de informática no desenvolvimento do trabalho, que atendeu prontamente ao pedido.
Dimas conta que o projeto nesse ano já está próximo do fim, mas que deve continuar no ano que vem, quando pretende melhorá-lo e quem sabe estender a outras áreas. “Como atuo também na sala de recursos, de 5ª a 8ª, a idéia é a gente utilizá-lo em outras áreas para melhorar a aprendizagem dos alunos”, acrescenta.
Para Dimas, o projeto teve uma boa repercussão, tanto que o Núcleo Regional de Educação de Irati recomendou que ele enviasse uma cópia do projeto à Secretaria Estadual de Educação (SEED), em Curitiba. “A CRTE [Coordenação Regional de Tecnologia na Educação] nos deu bastante apoio para que enviássemos uma cópia desse projeto para a SEED. Assim foi feito e, de vários projetos que lá chegaram, este foi um projeto selecionado. Para isso, houve os devidos contatos, e a TV Paulo Freire veio aqui para documentar sua realização”, frisa o professor.
Conforme a produtora da TV Paulo Freire, Tatyane Ravedutti, a captação de depoimentos e imagens sobre o projeto fará parte de uma série de 32 programas que serão exibidos na TV Escola, na TV Educativa e na TV Paulo Freire. “Em 32 municípios nós estamos captando imagens para 32 mini-documentários, programas de três a cinco minutos retratando usos bem sucedidos de tecnologia no Estado e o trabalho das CRTEs”, descreve a produtora. Ainda segundo Tatyane, existem três equipes fazendo esse material simultaneamente, que será lançado a partir de março do ano que vem, e constitui também uma grande divulgação do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).
“Esse software que o professor utiliza é muito rico, que enriquece e favorece o trabalho de inclusão digital por parte dos alunos com deficiência auditiva. Esse trabalho merece mesmo destaque regional”, elogia a produtora de TV.
Desde agosto, a TV Paulo Freire firmou parceria com outros departamentos da SEED, como a Coordenação de Apoio ao Uso de Tecnologias (Cautec) e esteve em reunião no MEC com representantes da educação de todo o Brasil. Os recursos financeiros para a realização dos mini-documentários foram disponibilizados pela SEED, MEC e PNUD. O Paraná é uma referência nacional no uso de tecnologia na educação. Em cada escola do estado foi instalado um laboratório de informática e cada sala de aula recebeu um aparelho de TV multimídia. A SEED também disponi-biliza a TV Paulo Freire e o portal Dia a Dia Educação, para dar suporte aos professores via Internet.
Tatyane explica que os 32 projetos visitados pela equipe de documentaristas contemplam a diversidade. Na cidade de Irati existe esse trabalho desenvolvido juntamente com os alunos com deficiência auditiva. A produtora cita alguns outros exemplos, como o trabalho de alfabetização desenvolvido com turmas da terceira idade, em Curitiba; o uso de tecnologias na educação escolar indígena, em Piraquara; a pesquisa de solo, plantas, melhores épocas para o plantio num assentamento do Movimento Sem Terra (MST) na cidade de Ortigueira; o projeto “Caverna”, de educação ambiental, numa parceria entre SEED e a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), em Ponta Grossa. Há ainda entre os projetos visitados pelos produtores a iniciativa de professores de Santo Antonio da Platina que elaboram vídeos de ficção para uso didático.